ela tá aqui denovo.
sentada do meu lado, olhando pra mim como sempre faz.
vem sempre com um sorriso amarelo, seu hálito frio arrepiando meu pescoço.
dizendo "limitado, limitado, limitado".
sussurrando fracasso ao meu ouvido, sua voz rebatendo no crânio.
as olheiras de amanhã e a enxaqueca são marcas registradas.
ela se intensifica com o avançar dos minutos, falando mais alto quando não devia.
"amador, amador, amador"
tudo escuro, secreções, sangue e endorfina.
exaustão de dedos que digitam a luz artificial de uma janela pequena.
e ela ali, calma, ja se fazendo em casa, sem cerimônias ou razões.
não tem cheiro mas tem gosto.
"limitado, limitado, limitado".
tem a sede e o silêncio que me berra.
me ilude, e se alimenta da razão.
"amador, amador, amador".
é minha amiga, é minha mão.
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