
Tudo tinha começado naquele dia fátidico...
Ele se lembrava claramente, quando o homem gordo, da barriga ridiculamente saliente bateu a sua porta e lhe olhou, com um sorriso fraterno no rosto...
"Eu sou sua mãe!"
O gordo disse entre os dentes...
Os dois se olharam, o mãe e ele, e então um abraço ocorreu...
O peso era tanto, que ele achou que ia morrer, mas o calor aconchegante daquela montanha humana, quase o fez derreter ...
Os dois passaram a morar juntos, ele o chamava de mamãe, e o gordo sorria e acariciava os seus cabelos...
Com o inverno chegando, o gordo comia cada vez mais, e ia aumentando sua já avantajada silhueta, ocupando cada vez mais espaço da pequena casinha de ele...
Ele comia menos, pra deixar seu mamãe se alimentar melhor...
Ele separava sua sobremesa para o mãe, e o gordo a devorava em só uma garfada...
Aos poucos, ele foi percebendo que seu espaço estava diminuindo...
Ele agora só podia andar de lado pela pequena casa, ja que a banha de mamãe estava espalhada por todo o recinto...
Para dormir, ele se escorava na janela e apoiava a cabeça em uma das inúmeras dobras laterais da barriga do gordo...
A situação já estava desagradável o suficiente para ele antes dos gases começarem...
Mamãe passou a expelir, diariamente, aproximadamente 3000 flatos, cada qual com um aroma diversificado de fezes...
E o mamãe ia ficando cada vez mais gordo, e comia cada vez mais...
Ele já não recebia mais as carícias do gordo nos seus cabelos, e mal conseguia andar....
Um dia, o mãe ficou tão gordo, mas tão gordo, que ele ficou preso embaixo de sua barriga, e morreu sufocado...
O inverno passou, e o mãe já não via mais ele....
Mãe ficou sem comida, e com o tempo, morreu também...
Os dois se decompusseram juntos, felizes pra sempre...
E na porta da casinha, um viajante fincou a placa " O amor pode sufocar".
Ele, o mãe a casinha e uma placa fincada no chão...
Friday, November 02, 2007Posted by UD
at 8:19 AM |
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